Os primeiros habitantes da região de Papary, conhecida desde os idos de 1600, foram os índios Tupis. O nome Papary (povoado que deu origem ao município de Nísia Floresta) vem das lagoas de pesca abundante existentes no território.
Durante o domínio holandês (1633-1654) nada de significativo aconteceu, só em 1703, já com a presença portuguesa, Papary tomava forma de arruado e a igreja de Nossa Senhora do Ó começava a ser erguida. O progresso econômico da povoação foi impulsionado pela pesca farta nas várias lagoas das redondezas e terras de boa qualidade para o plantio de várias lavouras.
Pela Lei número 242, de 18 de fevereiro de 1852, o povoado desmembrou-se de São José de Mipibu, tornando-se município com o nome de Vila Imperial de Papary e em 1 de fevereiro de 1890, passou a denominação de Vila de Papary. Em 1948, a comunidade de Papary em homenagem a sua filha mais ilustre, mudou seu nome para Nísia Floresta. A homenageada nasceu em Papary, mais precisamente no Sítio Floresta, no ano de 1810.
A escritora de Papary, Dionísia Gonçalves Pinto, decidiu usar um pseudônimo literário que veio a se tornar internacionalmente conhecido. Nísia Floresta começou sua vida literária em 1831, publicando em jornais de Pernambuco artigos defendendo o ideal republicano, igualdade política dos sexos e liberdade aos escravos.
Fonte: www.idema.rn.gov.br